the Blender Velvets

Space Sequencer – Versão modificada



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Introdução ao Space Sequencer

Quando pensamos em um programa de computador, pensamos em algo pronto, fechado. Você clica, ele abre e, uma vez dentro, você o usa para fazer suas coisas. Vistos assim, os programas são feitos para funcionar sempre da mesma forma, executando sempre as mesmas funções, dentro de uma mesma interface. Se tudo funciona, ficamos felizes; se não funciona, xingamos.

O Blender muda de forma radical essa concepção ao transformar a lógica de como o próprio software funciona. Um dos bons exemplos disso é que a interface do programa – ou, em outras palavras, tudo o que vemos ao mexer nele – é criada no momento em que o botamos para rodar.

Seria como se tivéssemos um terreno cheio de materiais espalhados e um portão de entrada. Ao abrirmos aquele portão, todas as colunas, tijolos, ladrilhos e vidros que estavam esparsos começariam a se movimentar rapidamente e, de forma quase mágica, colocar-se-iam em seu devido lugar. De repente, temos não mais um terreno vazio, mas uma casa.

Pelo mesmo exemplo, se mudássemos os materiais que temos à mão ou o projeto arquitetônico, mudaríamos o modo como a casa se apresentaria aos nossos olhos, ao terminar de montar-se. O Blender funciona exatamente assim. Ao iniciar-se, carrega uma série de scripts em Python que ditarão como a interface será montada. Se alterarmos o código desses scripts, mais especificamente de um arquivo chamado Space Sequencer, teremos uma nova interface – no nosso caso, mais adaptada à edição de vídeos.

Como mudar para a interface modificada

O primeiro passo para instalar a interface modificada no Blender é baixá-la. Clique no link abaixo para ir para a Área de Downloads do site.



Última atualização dos complementos Feb 25, 2017 Ir para a área de downloads


Uma vez baixado, o arquivo com a nova interface (space_sequencer.py) está dentro de uma pasta zipada, junto com os outros complementos do Blender Velvets. Abra-a como faria com qualquer arquivo .zip e extraia-os para algum lugar de sua preferência (por exemplo, na Área de Trabalho).

Observação: Nas imagens e textos abaixo, note que a versão do Blender usada é a 2.72 (destacada em negrito no texto). Este número mudará conforme novas atualizações do programa sejam publicadas.

space_sequencer_install01
Figura 1: Para mander o Blender sempre atualizado, é recomendável baixá-lo e rodá-lo diretamente da pasta. Navegue até o diretório onde está o programa.

Para Linux e Windows, siga a estrutura de pastas como na imagem ao lado e encontre a chamada “bl_ui”.

Para quem usa MacOS, é preciso clicar com o botão direito do mouse no ícone do Blender e escolher “Mostrar conteúdo do pacote” para abrir a pasta oculta. Nela, o caminho será algo como “Contents > MacOS > 2.72 > scripts > startup > bl_ui” (veja esta imagem para um exemplo de MacOS com Blender 2.73).


space_sequencer_install02
Figura 2: Uma vez dentro da pasta “bl_ui”, encontre o arquivo chamado space_sequencer.py. Renomeie-o para space_sequencer.py_orig ou qualquer outro nome inexpressivo. Faça com que sua terminação não seja mais .py.


space_sequencer_install03
Figura 3: O resultado será similar à imagem ao lado. Note que ao retirarmos a terminação .py, o arquivo não é mais reconhecido como um script pelo sistema.


space_sequencer_install04
Figura 4: Abra a pasta na qual estão os complementos Blender Velvets. Dentro dela, há um arquivo também chamado space_sequencer.py. Copie-o ou arraste-o para a pasta “bl_ui”, como na imagem. Pronto, a nova interface está pronta para ser usada. Inicie o Blender.

As diferenças da nova interface

Em um primeiro momento, parecem poucas as mudanças entre as duas interfaces. Entretanto, quanto mais você usar o Blender como editor de vídeo, mais elas farão sentido. Na interface original, é preciso entrar constantemente no painel de propriedades das trilhas para mexer nas propriedades de um efeito, fazer animações de movimento no quadro, inserir quadros-chave (keyframes), alterar o volume ou a pan de um áudio. Como todos esses controles estão espalhados, é preciso navegar e buscá-los frequentemente. O Blender também controla a extensão da linha do tempo via a janela chamada “Timeline”, o que não faz sentido quando queremos inserir ou retirar trechos inteiros de nossa linha narrativa a todo instante.

space_sequencer_comparison01b

A interface do Video Sequence Editor (VSE) original,
com as áreas a serem alteradas em destaque

space_sequencer_comparison01a

A interface do Video Sequence Editor (VSE) modificada,
com as áreas onde houve alterações em destaque